23 fevereiro 2018

"Há disputa no interior do próprio Exército", avalia especialista



Villas Boas e Etchegoyen: o primeiro nomeado por Dilma, o outro alinhado a Temer

Para professor da Unesp, Villas Bôas e Etchegoyen encabeçam duas vertentes opostas do Exército: uma profissional e outra conservadora
Carta Capital - A intervenção federal decretada pelo presidente Michel Temer na sexta-feira 16 pode ser inédita, mas não é a primeira vez que militares são convocados para ir às ruas no Rio em plena democracia. Desde 1992, trata-se da 37ª operação envolvendo a presença de forças armadas na Cidade Maravilhosa.
Não à toa, Alexandre Fuccille recorre com frequência às experiências anteriores com o Exército para explicar a situação atual. “Não se busca combater o crime organizado ou melhorar as condições de segurança da população fluminense. Há outros interesses”, afirmou o professor de Relações Internacionais na Universidade Estadual Paulista (Unesp). (...)
CLIQUE AQUI para ler a entrevista com Alexandre Fuccile, na íntegra.

Filme sobre o golpe no Brasil é ovacionado no Festival de Berlim


Filippo Pitanga, crítico de cinema e jornalista brasileiro que acompanha o festival, relatou que o público aplaudiu de pé, por longos minutos, a exibição de estreia do documentário "O Processo", que mostra os bastidores do processo de impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff




O documentário brasileiro “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, foi o principal destaque desta quarta-feira (21) do Festival de Berlim, um dos mais aclamados festivais de cinema do mundo.
O filme que narra os bastidores do impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff estreou já sendo ovacionado. De acordo com o crítico de cinema e jornalista Filippo Pitanga, que acompanha o festival, após a exibição do documentário, o público aplaudiu de pé durante toda a exibição dos créditos e prosseguiu com os aplausos por longos minutos com a chegada da diretora do documentário.
De acordo com Pitanga, essa é uma das edições mais politizadas do festival e a produção brasileira deixou Berlim “de joelhos ao Brasil”.
“Impressionante o efeito que ele [o documentário] causou. É uma verdadeira arma de reconstrução de massa”, avaliou o jornalista.

21 fevereiro 2018

Prefeitos gaúchos ao Deputado Marco Maia: "Estado vive um dos seus piores momentos"



Prefeitos Gaúchos pedem ajuda a Marco Maia e afirmam que o Estado vive um dos seus piores momentos

Brasília/DF - O deputado federal Marco Maia (PT/RS) recebeu nesta terça-feira (20/02) lideranças políticas do Estado do Rio Grande do Sul. Uma das principais reivindicações dos presentes na audiência foi o pedido de ajuda na busca de recursos para saúde, educação e segurança, uma vez que o Estado, sob o governo de José Ivo Sartori (PMDB/PP/OSDB/PTB/PSB/DEM...) vive hoje um dos piores cenários de sua história.

Durante o encontro Marco Maia reiterou seu compromisso com o Estado e debateu novos projetos na tentativa de amenizar a crise no Estado. “Temos consciência de que os gaúchos não podem pagar pela má administração dos governos estadual e federal. Estamos aqui na resistência e, ontem tivemos uma grande vitória devido a suspensão da votação da Reforma da Previdência. O governo golpista não conseguiu o número suficiente de votos. Parabéns a todos que lutaram para impedir a votação da Reforma da Previdência. Unidos vamos barrar outros golpes de Michel Temer”, frisou.

Só no ano passado (2017) foram cerca de R$ 22 milhões destinados para o Rio Grande do Sul através de emendas parlamentares da cota do deputado Marco Maia. São 123 municípios beneficiados em todas as regiões do estado.

Reunião do Mandato


Na última sexta-feira, 16/02, o Deputado Federal Marco Maia  e sua Equipe de Assessores no RS estiveram reunidos, durante todo o dia,  no Escritório Político de Canoas/RS (foto). Na oportunidade, foram longamente debatidos os temas relativos à conjuntura nacional e estadual (especialmente a luta contra o golpe em curso no país) e a necessidade de intensificar as mobilizações em defesa do Presidente Lula, injustamente condenado sem provas - e pelo direito do mesmo ser candidato nas eleições deste ano. Da mesma forma, foi destacada a importância de ser reforçada e priorizada a organização pelo PT da pré-candidatura do ex-ministro (também ex-deputado federal e ex-vice Governador) Miguel Rossetto e do Senador Paulo Paim ao Governo do Estado e ao Senado, respectivamente.

A preparação da próxima campanha eleitoral  (o Deputado Marco Maia já confirmou que vai concorrer à reeleição à Deputado Federal), objetivos eleitorais, regiões prioritárias para a consolidação e ampliação de apoios/parcerias,  assim como o início da definição das "dobradas" com os pré-candidatos à Assembléia Legislativa gaúcha que estão sendo apresentados ao Partido, foram temas igualmente abordados, devendo essa importante discussão ter continuidade em março e abril vindouros.  

Por fim,  foi realizado um balanço (considerado bastante exitoso) das ações do Mandato, especialmente no último período, tanto no Parlamento, através das frequentes intervenções do Deputado, dos debates em que participou, agendas pelo interior do Estado, da intervenção forte nas Redes Sociais e da apresentação que fez de vários projetos. Um dos pontos de destaque da reunião foram os resultados dos encaminhamento das demandas originárias de municípios de praticamente todas  as regiões do Estado, considerado também muito positivo, uma vez que foram contempladas satisfatoriamente na maioria dos casos. 

Representando Santiago e Região, participou o Advogado Júlio César Schmitt Garcia, Assessor Parlamentar do Mandato e dirigente municipal do PT. "Foi um rico, qualificado e proveitoso 'aquecimento' para os fortes embates políticos e eleitorais que teremos este ano; sem dúvida, estamos trilhando o caminho certo", resumiu Júlio Garcia

*Com a Assessoria de Imprensa do Gabinete do Deputado Federal Marco Maia - PT/RS

Fotos: 1- O Deputado Marco Maia com o prefeito de Novo Xingu,  Jaime Martini e de Constantina, Gerri Suwaris. Estiveram presentes também representantes dos municípios de Marcelino Ramos, Ibirapuitã, Novo Barreiro, Novo Xingu e Constantina. 2- Reunião da Equipe do Mandato no RS.

-Leia mais no site do Deputado Marco Maia clicando Aqui

20 fevereiro 2018

Juízes pela Democracia e a intervenção: “Trata-se de exercício retórico para burlar a Constituição”

Rio de Janeiro – Militares circulam na Rodovia Washington Luiz após o início da operação de reforço das Forças Armadas na segurança do Rio de Janeiro (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Nota de repúdio ao decreto de intervenção federal-militar no Rio de Janeiro
Da AJD*
A Associação Juízes para a Democracia, entidade não governamental e sem fins corporativos, que tem dentre suas finalidades o respeito absoluto e incondicional aos princípios do Estado Democrático de Direito, vem repudiar a decretação da intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro.
1. A chancela do Decreto nº 9.288/2018, na sexta-feira da semana do Carnaval, inaugura mais um episódio da ruptura democrática parlamentar iniciada em 2016.
Pelo referido decreto presidencial, um general do Exército brasileiro passará a comandar “paralelamente” o governo do Estado do Rio de Janeiro na área da “segurança pública”.
2. Trata-se da primeira medida dessa natureza decretada na história republicana após o fim da recente ditadura militar e sob a égide da Constituição de 1988, que neste ano completa seus brevíssimos 30 anos.
3. O decreto encontra-se eivado de inconstitucionalidades e não apenas pelo desatendimento da prévia oitiva do Conselho da República e do Conselho de Defesa Nacional, conforme determinam os artigos 90 e 91 da Constituição Cidadã.
4. A intervenção não se fundamenta nas hipóteses previstas no artigo 34 da Constituição da República, pois dentre as condições autorizativas de intervenção federal não consta a expressão “segurança pública”, de imprecisão conceitual e de inspiração autoritária.
5. O mencionado Decreto nº. 9.288/2018 nem sequer faz referência ao dispositivo constitucional; apenas ao capítulo e título no qual se inserem os incisos nos quais deveria fundamentar a intervenção. A justificativa, que não se confunde com fundamentação, faz rasa referência ao “grave comprometimento da ordem pública”, dizendo que “se limita à área de segurança pública” com o objetivo de “pôr termo a grave comprometimento da ordem pública no Estado do Rio de Janeiro”.
6. Na verdade, tenta-se por exercício retórico burlar a Constituição ao se empregar o termo “segurança pública” no sentido do termo constitucional “ordem pública”, quando inexistente qualquer conflagração generalizada que justifique tal medida.
7. A natureza militar da intervenção, mal disfarçada no parágrafo único do art. 2º do decreto, além de inconstitucional, remete aos piores períodos da História brasileira, afrontado a democracia e o Estado de Direito.
8. A intervenção ora decretada, tenha o real motivo que tiver, é uma medida autoritária, de ruptura definitiva com o cambaleante Estado Democrático de Direito e semelhante recurso longe de resolver os problemas da “segurança pública”, pois jamais enfrentadas as causas estruturais da crise, somente servirá para massacrar as populações da periferia equivocadamente reconhecidas pela classe média e pela mídia local como o “inimigo”.
9. Caso se continue a atacar as consequências e ignorar as causas da violência social, apenas se consagrará a irracionalidade da “ação pela ação”, com o emprego de recursos antidemocráticos por um governo de legitimidade discutível.
10. Assim, a AJD pugna pela imediata suspensão do Decreto inconstitucional, pela sua rejeição pelo Congresso Nacional, bem como que os membros do Poder Judiciário realizem uma profunda reflexão neste momento em que, mais uma vez, o sistema de justiça não está vigilante quanto ao respeito ao Estado Democrático de Direito, como tantas vezes aconteceu em diversos períodos da história da República Federativa do Brasil.
*Via Viomundo
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Morre em Porto Alegre o jornalista Nico Noronha


Jornalista não resistiu à parada cardíaca e faleceu no final da tarde desta segunda-feira 

Porto Alegre/RS - O jornalista Nico Noronha (foto) faleceu no fim da tarde desta segunda-feira, 19, aos 58 anos, vítima de parada cardíaca. 

Natural de Livramento, Nico residiu vários anos em Santiago, onde possuía muitos amigos e familiares. Transferiu-e após para Porto Alegre. Era formado em Jornalismo pela PUC. Atualmente, estava aposentado e escrevia uma coluna semanal para um jornal de Santa Catarina.

Em sua trajetória, foi repórter esportivo de Zero Hora e colaborou com revistas como Placar e IstoÉ, além de ser coautor do livro "A História dos Grenais", junto com David Coimbra, Mário Marcos de Souza e Carlos André Moreira. Na carreira, ainda constam passagens pelas assessorias de comunicação da Federasul, da Fiergs, do Sport Club Internacional e da Liga Sul Minas.  

Nico Noronha deixa a viúva Marinês e os filhos Vinícius, que é jornalista, e Tess, professora. Os atos fúnebres serão realizados  no Cemitério Jardim da Paz, em Porto Alegre, a partir das 10 h  desta terça, e o sepultamento será realizado às 17 h. (Com informações do site https://coletiva.net)

*Nota do Editor do Portal: Muito triste com a notícia de que meu conterrâneo, companheiro e amigo Nico Noronha nos deixou hoje! Segundo informado, foi vítima de uma parada cardíaca.... Lamentável...

Durante um pequeno período, no início dos anos 80, fomos colegas de trabalho na ZH...

Meus sentimentos aos familiares, colegas e amigos. - Grande perda! Já está fazendo falta... (Júlio Garcia,via face)

**O jornalista Moisés Mendes relembra a última vez que esteve com Nico, seu amigo, que também foi seu colega. Clique Aqui para ler.

19 fevereiro 2018

REVÉS GOVERNISTA: Sindicalista celebra retirada da PEC da Previdência: derrota sem tamanho para os golpistas - Proposta de "reforma" foi retirada em definitivo da pauta por determinação do presidente do Senado, Eunício Oliveira, em função da intervenção federal no Rio de Janeiro



São Paulo – RBA - O presidente da CUT, Vagner Freitas, afirmou na tarde desta segunda-feira (19) que a determinação de retirada definitiva da proposta de "reforma" da Previdência da pauta do Congresso Nacional representa "uma derrota sem tamanho para os golpistas. É uma vitória que mostra a força dos trabalhadores brasileiros". A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287 foi arquivada por determinação do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE). Assim, não pode mais ser posta em pauta este ano.
"Isso é resultado da mobilização dos trabalhadores organizados. Tiramos a jóia da coroa dos golpistas. Essa que era a principal cobrança dos bancos que apoiaram o golpe", disse Vagner.
Ele ressaltou as inúmeras mobilizações, paralisações e manifestações realizadas pelas centrais sindicais e os movimentos sociais desde que o governo enviou a PEC para o Congresso Nacional, em dezembro de 2016. "Demonstra que tivemos imensa capacidade de enfrentar o golpe e a destruição do Estado democrático de direito. Fizemos lutas importantíssimas e esse é o resultado", afirmou.
Para o presidente da CUT, os sindicatos e movimentos sociais conseguiram desmentir a ideia de que a Previdência iria acabar e vencer o debate "contra a Globo, os empresários e os dólares que irrigaram a campanha em defesa da reforma".
Freitas avalia que a intervenção federal decretada pelo governo de Michel Temer  teve por objetivo construir uma "saída honrosa" para a derrota na tentativa de aprovar a PEC 287. Ele não descarta, porém, que isso possa servir para um novo movimento de consolidação do quadro de ruptura democrática. "Não podemos jogar fora a hipótese de estarem construindo uma saída militar para manutenção do golpe. No entanto, essa retirada de pauta escancara que o governo Temer, mesmo comprando os deputados, não tinha votos", defendeu.
Com a decisão do presidente do Senado, 190 PECs deixam de tramitar, entre elas a do fim do foro privilegiado. A decisão vale até 31 de dezembro, mesma data do decreto de intervenção. Se o decreto for revogado, as PECs podem voltar a tramitar. Porém, o presidente do Senado descartou que possa haver uma suspensão temporária apenas para votar a "reforma da" Previdência.

MÍDIA INDEPENDENTE: Rádios livres formam central de notícias do dia de luta contra reforma da Previdência

Estúdios montados na sede da CUT distribuirão conteúdos de radiowebs para emissoras comunitárias, para contrapor à cobertura da mídia tradicional, que insiste em criminalizar movimentos dos trabalhadores

Central de rádio vai distribuir conteúdos via web e pode chegar a cerca de seiscentas emissoras livres pelo país. Mídia livre contra monopólio das comunicações

São Paulo – Nesta segunda-feira (19), dia nacional de mobilização contra a reforma da Previdência, o Movimento Nacional de Rádios Comunitárias monta um central de comunicação compartilhada para a cobertura das manifestações, greves e atos públicos organizados pelas centrais sindicais e movimentos sociais, como forma de furar o bloqueio e o discurso único da mídia tradicional. A central irá receber e distribuir conteúdos de emissoras como a Rádio Brasil Atual, a Rádio Democracia, a Rádio CUT e a Brasil de Fato. A rede envolve cerca de 600 rádios – entre independentes e comunitárias – pelo país.

“A Rádio Democracia volta mais uma vez para unificar a luta em defesa da democracia e contra a retirada de direitos, buscando mais uma vez ser o espaço daqueles que não têm voz. É preciso desmascarar a narrativa da mídia golpista, que tenta mais uma vez enganar o povo brasileiro sobre esta ‘Reforma da Previdência’”, afirma comunicado do movimento.

A central de rádio foi montada, em dois estúdios, na sede da CUT, no Brás, em São Paulo: um para transmissões em português e outro, em espanhol.

A disposição, segundo os organizadores, é ampliar a utilização do meio rádio para a cobertura das lutas dos trabalhadores, fazendo a cobertura nacional e internacional, integrando esforços de comunicação das emissoras livres, comunitárias e independentes do Brasil e da América Latina, com a participação de correspondentes voluntários, contribuindo com conteúdo colaborativos. 

"Em tempos de internet a gente vai descobrindo que muita gente ainda faz e ouve rádio. Temos radiowebs, comunitárias, abertas, legislativas, universitárias, todas na luta e produzindo conteúdo muito parecido. A central vai pegar notícias sobre o dia de luta contra a reforma da Previdência de vários pontos do país e distribuir entre elas. Somos até agora mais de 600 pontos no Brasil. A finalidade é vencer a luta da comunicação, democratizando de fato, trazendo o 'nosso povo' para o centro da programação", disse Paulo Salvador, coordenador geral da Rede Brasil Atual.



Salvador reforça a necessidade de a sociedade buscar meios de se contrapor ao discurso ‘tóxico’ da mídia tradicional e da campanha oficial do governo a favor da reforma da Previdência. “É uma batalha que a gente já vem travando há anos. Produzimos diariamente conteúdo de qualidade, mas o desafio é distribuir, fazer chegar nossa voz a mais e mais pessoas”.

A CUT orienta os sindicatos e ramos que possuem radiowebs ou parceria com rádios comunitárias ou livres a se integrar à cobertura. É preciso fazer um rápido cadastro no site www.radiodemocracia.net.br para, em seguida, receber por e-mail um link para a retransmissão do conteúdo gerado.

As rádios comunitárias integradas à rede também poderão enviar áudios e sonoras de até um minuto, para compor o noticiário das mobilizações em suas cidades por meio dos aplicativos Whatsapp ou Telegram para o número (11) 94013-1238.

Para acompanhar a transmissão da rede integrada, há um aplicativo de celular que pode ser baixado pelo link:  https://play.google.com/store/apps/details?id=com.livecast.stm.radiodemocracia

O estúdio em português também terá transmissão de imagens que pode ser acompanhadas pelo portal 

Para acompanhar a cobertura em espanhol é preciso abrir o portal da Rádio Democracia com acesso pelo botão “Canal em Espanhol”.

*Via RBA 

-Com o Portal O Boqueirão Online

CUT: em vez de intervenção, reforma da previdência etc... eleições deveriam ser antecipadas

Para presidente da central, medida no Rio reflete clima de "desmando" e "confusão institucional" após queda de Dilma. "O sentimento é de nau sem rumo", afirma. Atos de segunda-feira estão mantidos
Por Vitor Nuzzi, da RBA*
                                                                                                  ROBERTO PARIZOTTI/CUT
Vagner Freitas
Vagner Freitas: até o carnaval mostrou insatisfação da sociedade com o que acontece no Brasil
São Paulo – Para o presidente da CUT, Vagner Freitas – que confirmou a manutenção dos protestos e paralisações contra a "reforma" da Previdência [nesta] segunda-feira (19) –, a intervenção militar no Rio de Janeiro anunciada hoje reflete um clima de "desmando" no país, instaurado desde a deposição de Dilma Rousseff. "A culpa disso é o sentimento que o brasileiro tem, de desgoverno, de nau sem rumo, confusão institucional. As pessoas não confiam. Em vez de fazer intervenção, deveríamos antecipar as eleições gerais", afirmou, receando que a presença das Forças Armadas atinja as pessoas mais pobres. "Me preocupa muito o que pode acontecer no morro."
Para o dirigente, o presidente Michel Temer "quer um assunto, quer aparecer, influenciar a eleição". Ele considera que a intervenção pode ser uma medida para desviar a atenção das dificuldades que o Planalto enfrenta para votar a "reforma" da Previdência. "Ele não consegue aprovar porque ganhamos a opinião pública. Não quer se mostrar derrotado, mas o governo foi derrotado. Mas não podemos arrefecer", adverte Vagner.
A dificuldade do governo em aprovar a reforma – diante da forte rejeição popular – foi evidenciada pelo governo em pronunciamento feito no início desta tarde. O governo admitiu não ter votos ao afirmar que assim que emenda que restringe o acesso dos brasileiros estiver "pronta". "Quando a reforma da Previdência estiver pronta para ser votada, vou cessar a intervenção", disse Temer.  
Segundo Vagner Freitas, os protestos previstos para segunda-feira em todo o país, contra a "reforma", estão mantidos. A intervenção, inclusive, agrava a situação, avalia o presidente da CUT. "A falta de segurança não é só responsabilidade do estado do Rio", afirmou, citando o emenda constitucional de congelamento de gastos públicos, o que inclui a área de segurança pública. "E também por causa de um desgoverno no Brasil, um golpe que depôs uma presidenta legitimamente eleita, a condenação infame do presidente Lula. Isso tudo vai criando uma sensação de desmando."
O sindicalista acredita que a segunda-feira deverá ser um dia em que os trabalhadores e a sociedade em geral demonstrem "sua insatisfação também em relação ao que tem acontecido no Brasil nos últimos anos, desde o desgoverno Temer". Em grande medida, avalia, a votação não ocorreu pela pressão feita até aqui. "Boa parte desses deputados não vota pelas pressões que nós realizamos. Eles não têm votos porque fizemos o trabalho de ganhar a opinião pública", afirmou Vagner, alertando que é preciso manter a mobilização. "Não dá para esmorecer agora. É importante a gente continuar com a guarda alta, pressionando para que a reforma não aconteça."
Uma possível derrota de Temer e seus aliados na questão da Previdência pode ter efeito, inclusive, para acumular forças pela retomada de outros direitos, atingidos por medidas do governo. Para Vagner, isso demonstra que o governo "não pode tudo", mesmo com uma ação "violenta e agressiva" em torno do que ele chama de "joia da coroa para quem financiou o golpe". Pode ser também "o estopim para a gente derrotá-los em outras frentes".
O presidente da CUT destaca ainda o "carnaval de protestos" deste ano, não apenas no Sambódromo, mas nos blocos de rua. "Fica claro o baixíssimo ibope dos golpistas e que a sociedade não tem concordância com as medidas. Ficou claro que temos condições de fazer uma disputa na sociedade, que essa direita brasileira conservadora não tem alternativa eleitoral, nenhum de seus candidatos decola".

18 fevereiro 2018

Deputado Marco Maia: ‘governo arregimenta para si uma base conservadora ávida por sangue’

 


O deputado federal Marco Maia (PT-RS) foi mais um parlamentar a criticar a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro anunciada por Michel Temer; “Ao que tudo indica o Golpista tenta achar uma tábua de salvação com a intervenção militar no RJ. 1. Muda o foco do debate, com isso a reforma da previdência sai ao natural da pauta. 2. Arregimenta para si uma base conservadora ávida por sangue. 3.Tenta mostrar ação na segurança”, disse

Rio Grande do Sul 247 – O deputado federal Marco Maia (PT-RS) foi mais um parlamentar a criticar a intervenção federal na segurança pública do estado do Rio de Janeiro anunciada nesta sexta-feira (16) por Michel Temer.

“Ao que tudo indica o Golpista tenta achar uma tábua de salvação com a intervenção militar no RJ. 1. Muda o foco do debate, com isso a reforma da previdência sai ao natural da pauta. 2. Arregimenta para si uma base conservadora ávida por sanque. 3.Tenta mostrar ação na segurança”, escreveu o congressista, neste sábado (17), no Twitter.

Com a medida, as Forças Armadas assumirão a responsabilidade do comando das polícias Civil e Militar no estado do Rio até o dia 31 de dezembro de 2018. O interventor federal será o general Walter Souza Braga Netto, comandante do Leste. Ele também assumirá o comando da Secretaria de Administração Penitenciária e do Corpo de Bombeiros.

*Fonte: Brasil247

17 fevereiro 2018

Eleições 2018: PT/RS abre, na segunda, inscrições de pré-candidaturas



Porto Alegre/RS - O Partido dos Trabalhadores do RS abre, nesta segunda (19), o período para inscrição de pré-candidaturas com vistas ao pleito deste ano. Até o dia seis de abril, a sigla acolherá, além da formalização dos nomes da chapa majoritária, inscrições de candidaturas para a Câmara Federal e a Assembleia Legislativa. As inscrições devem ser realizadas junto a Secretaria de Organização em formulário próprio a ser disponibilizado.

De acordo com o Secretário de Organização do PT/RS, Marlon Monteiro, o Partido aproveitará as plenárias regionais e a caravana do ex-presidente Lula, no mês de março, para estimular novas pré-candidaturas em todo Estado, com prioridade para as inscrições de candidaturas de mulheres, jovens, negros e negras. “Queremos apresentar uma chapa de candidaturas proporcionais que representem a diversidade do povo gaúcho que luta em defesa da democracia e dos direitos”, resume Marlon.

Para o presidente do PT/RS, deputado Pepe Vargas, o esforço será para reforçar o time petista nas eleições proporcionais, com nomes que representem a defesa histórica do Partido contra a corrupção, pela democracia e pelos direitos do povo brasileiro e gaúcho. “Nosso País e nosso Estado vivem um momento de graves ataques aos direitos, à soberania e ao futuro do seu povo e a nossa nominata deve expressar a luta em defesa destes direitos que o PT e os partidos de esquerda tem travado na Câmara, no Senado e na Assembleia Legislativa”, aponta Pepe Vargas.

*Via http://portal.ptrs.org.br

(Com o Portal O Boqueirão Online)

Intervenção no Rio: péssima reprise! - "Na verdade, crime organizado no Estado do Rio se conheceu um, muito bem articulado: a quadrilha do PMDB (ou, hoje, rebatizado de MDB) comandada por Jorge Picciani, Sérgio Cabral, Eduardo Cunha e tendo como apoiadores (colaboradores?) Moreira Franco e o próprio Temer"

 
Por Marcelo Auler*

Foi em 1994, mas especificamente, no final do mês de novembro. O Rio experimentou, mais uma vez, a intervenção militar para combater a violência urbana, que de organizada nada tem. Já aconteceram em 1992, quando forças militares assumiram o comando a pretexto da Eco-92.

Repete-se agora o gesto de desespero. Mas, não por conta de alguma situação aflitiva na segurança em si. Nada aconteceu de diferente que justifique a explicação simplista de que ocorreu uma “metástase” como disse, na tarde desta sexta-feira (16/02), o presidente golpista, Michel Temer. A não ser que ele faça relação com o desfile da Paraíso do Tuiuti, no domingo de carnaval.

Na realidade, de crime organizado, no Rio, o tráfico não tem nada. Digo isso, desde quando era repórter de O Dia (1994/200), ou mesmo no meu tempo de Estadão(2006/2011), período em que escrevi, a pedido do amigo Pedro Paulo Negrini, o capítulo “Organizações Criminosas no Rio de Janeiro“, no livro Enjaulados (Editora Gryphus, 2008), em coautoria com Negrini e Renato Lombardi. Fossem organizados os traficantes que armados dominam os morros, não haveria força policial a contê-los.

Na verdade, crime organizado no Estado do Rio se conheceu um, muito bem articulado: a quadrilha do PMDB (ou, hoje, rebatizado de MDB) comandada por Jorge Picciani, Sérgio Cabral, Eduardo Cunha e tendo como apoiadores (colaboradores?) Moreira Franco e o próprio Temer. O prejuízo que eles causaram nos últimos anos foi bem maior do que o sacrifício que o tráfico impõe às famílias cariocas, em especial, e fluminenses, de um modo geral. Basta ver que por falta de apoio financeiro e investimentos sociais nas áreas que, antes dominada, tinham sido retomadas, o projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) ruiu. Evaporou-se.

Convocar as Forças Armadas para assumir a segurança do Rio não é a solução. Já se fez isso antes. Muitas vezes. Sem jamais se resolver o problema. Criaram-se outros. Elas ajudaram, sim, em projetos integrados. Quando da retomada de áreas antes dominadas, por exemplo. As mesmas áreas que os governos do partido de Temer não souberam manter. Por ganância.

Para o aumento da violência no Estado – como de resto no país – também contribuíram as medidas do próprio governo Temer.  Na medida em que ele congelou investimentos sociais, provocou o aumento da massa de desempregados e impôs  uma mudança da legislação trabalhista que tem tornado mais precários os empregos.

Entregar ao Exército (ou Forças Armadas) a segurança de uma cidade, como já ocorreu, não é solução e gera temores. Mais ainda todo um Estado. Já nem se tratada de superstição, suspeita ou pré-conceito. Mas puro conhecimento.

Os exemplos, se saíram das memórias das pessoas, podem ser vistos nos arquivos dos jornais. Os mesmos que, muito provavelmente, neste sábado podem estar estampando loas à decisão,. Fingem não ver que não passa de uma jogada para tentar desviar o foco negativo de um governo impopular. Por este ângulo – desvio do foco – entende-se o efeito Tuiuti.

Graças à onda de demissões de bons profissionais, trocados por novatos com salários menores e menos experiência, a chamada grande mídia hoje não tem memória. Poucos relembrarão os momentos dolorosos que a população carente carioca passou quando do uso de militares para tentar garantir a ordem enfrentando quadrilhas armadas. Com armas que, como todos sabem, muitas vezes obtiveram com a ajuda de policiais corruptos e políticos da mesma índole. Mas são quadrilhas que jamais se organizaram. Tanto que lutam entre si.

Um exemplo de recorrerem – por questões políticas, até – às Forças Armadas ocorreu em novembro de 1994. Naquele mês, Marcello Alencar – que no ano anterior rompeu com Leonel Brizola e filiou-se ao PSDB – elegeu-se governador. Eleito, mas não empossado, quis tripudiar o governo pedetista e pressionou o presidente Itamar Franco. Este acabou por impor ao Rio, governado por Nilo Batista, do PDT, as tropas federais para “garantir a ordem pública”.

Tal como repete agora Temer, em uma jogada que tanto pode ser em busca de melhor popularidade como para esconder a falta de apoio para a tão prometida reforma da previdência. Promessa que jamais será cumprida com o decreto assinado na sexta-feira.

Pode não ter sido a “intervenção”, como a decretada por Temer, mas no fundo aquela e várias outras experiências no decorrer deste 24 anos foi como se fossem. Na realidade, as Forças Armadas assumiram o controle da segurança. Em 1994, criou-se uma situação que Arnaldo César já narrou aqui em Temerosa trapalhada. Vale, porém, relembrar alguns episódios.

O que Temer não mencionou na sua fala à nação e que sempre foi cobrado da União, é que o seu governo cortou verbas da Polícia Federal e das Forças Armadas que deveriam se encarregar, por exemplo, da vigilância nas fronteiras. Por lá é que entram drogas e armas. (...)

CLIQUE AQUI para continuar lendo (via Blog do  jornalista *Marcelo Auler)