03 janeiro 2009

Massacre II





Intensificado o massacre em Gaza

O massacre do povo palestino em Gaza continua. Depois de 8 dias de ataques aéreos, nas últimas horas o exército israelense iniciou a 'ofensiva terrestre', apoiada por forte fogo de artilharia e por grandes colunas de tanques. O volume de força empregada por Israel é absurdamente desproporcional ante a resistência oferecida pelos milicianos do Hamas. As mortes do lado palestino já passam de 450 pessoas, muitos civis, velhos, mulheres e crianças. Há mais de dois mil feridos. A população de Gaza está no escuro, sitiada, a maioria já sem água potável, sem alimentação, sem remédios.

Protestos

A criminosa investida de Israel contra Gaza tem o apoio explícito ou a clara conivência das principais potências do mundo, a começar pelos EUA e Inglaterra. A ONU, mais uma vez, mostra sua subserviência total frente ao império. No entanto, os povos do mundo começam a mostrar sua indignação frente ao genocídio em andamento na Palestina.

Informa a BBC que "dezenas de milhares de pessoas participaram de protestos no mundo todo contra a ação militar israelense na Faixa de Gaza, pedindo um imediato cessar-fogo. A maior manifestação ocorreu em Paris, onde mais de 20 mil pessoas se reuniram. Em Londres (foto) cerca de 10 mil pessoas participaram do protesto e centenas de sapatos foram arremessados na entrada da residência do primeiro-ministro Gordon Brown, Downing Street. Também ocorreram protestos em Bruxelas, Haia, Amsterdã e Chipre. Em Israel dezenas de milhares de árabes israelenses fizeram um protesto contra a ofensiva israelense na cidade de Sakhnin."

No Brasil, segundo a Agência Informes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, que solicite ao primeiro-ministro da França, François Fillon, uma reunião de emergência para discutir os ataques na Faixa de Gaza. Lula fez duras críticas a atuação da Organização das Nações Unidas (ONU) no conflito e também ao presidente dos Estados Unidos, George Bush.

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