22 maio 2017

POEMA DO MAIS TRISTE MAIO




Meus amigos, meus inimigos,
Saibam todos que o velho bardo
Está agora, entre mil perigos,
Comendo, em vez de rosas, cardo.

Acabou-se a idade das rosas!
Das rosas, dos lírios, dos nardos
E outras espécies olorosas:
É chegado o tempo dos cardos.

E passada a sazão das rosas,
Tudo é vil, tudo é sáfio, árduo.
Nas longas horas dolorosas
Pungem fundo as puas do cardo.

As saudades não me consolam.
Antes ferem-me como dardos.
As companhias me desolam,
E os versos que me vêm, vêm tardos.

Meus amigos, meus inimigos,
Saibam todos que o velho bardo
Está agora, entre mil perigos,
Comendo, em vez de rosas, cardo.

©MANUEL BANDEIRA 
In Estrela da Tarde, 1960

20 maio 2017

Delator afirma que Aécio teria pago R$1,5 milhão em ‘doação oficial dissimulada’ a Sartori


Da Redação do Sul21*
As delações da empresa JBS bateram à porta do Palácio Piratini depois que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantou o sigilo de documentos e vídeos com depoimentos, na sexta-feira (19). Em um dos vídeos, o diretor da JBS, Ricardo Saud, que também fechou acordo de delação premiada, aparece afirmando que o senador Aécio Neves (PSDB) teria pago R$ 1,5 milhão para a campanha de José Ivo Sartori (PMDB), em 2014, em forma de “doação oficial dissimulada”.
“O Aécio ligou e pediu para dar R$ 1,5 milhão para o PMDB do Rio Grande do Sul”, diz o delator. O representante da Procuradoria Geral da República (PGR), que conduz o interrogatório, pergunta: “Mas o PMDB já não estava com o PT?”. Saud responde: “Então, lá o Ivo Sartori era dissidente, porque o PT tinha candidato lá. Aí o Aécio deu R$ 1,5 milhão dessa propina pro Sartori”. “Em doação oficial”, questiona a PGR. “Doação oficial, dissimulada”, afirma Saud. (...)
CLIQUE AQUI para continuar lendo.

#ForaTemer! #DiretasJá! - PT SANTIAGO/RS


NOTA DA EXECUTIVA MUNICIPAL DO PT

Fora Temer avenida paulista sp


Comissão Executiva Municipal do PT/Santiago, reunida em 18/05, após longa avaliação da nova conjuntura que se delineou com a delação da JBS e a retirada pela rede globo e cia da escada onde estava pendurado Temer e seus aliados golpistas (Pmdb e tucanos, principalmente), decidiu: 

1- Buscar arregimentar junto ao movimento popular, estudantil e sindical de Santiago e Região todo o empenho para organizar Atos e manifestações unitárias crescentes que deverão ter continuidade até a derrubada final de Temer e dos golpistas - e a convocação de Eleições Diretas Já!  

2- Convocar Reuniāo Geral com todos os setores democráticos e antigolpistas para a próxima segunda-feira, dia 22/05, às 19h no Greminho (Associação dos Inativos da BM, Bairro Maria Alice Gomes), para discutir e aprovar o calendário inicial de mobilizações. 

3- Participar ativamente, enquanto partido, das manifestações convocadas pelos estudantes universitários e secundaristas de Santiago (e demais entidades democráticas que vierem a se pronunciar), sendo a primeira delas neste domingo,  21, à partir das 15 h na Praça Moisés Viana.  (ET: caso chova será marcada outra data).

4- Consolidar a Frente Brasil Popular em Santiago e Região, para impulsionar e fortalecer a luta contra os golpistas, a extrema direita e seus aliados, garantir a derrocada dos mesmos - e a convocação de Eleições Diretas Já!!!

#ForaTemer! #DiretasJá!

Executiva Municipal do Partido dos Trabalhadores - PT

19 maio 2017

O poder está nas ruas. E a legitimidade também: Diretas, já! -- Reordenar a sociedade a partir de agora é uma tarefa que só a rua poderá exercer integralmente, devolvendo-lhe a prerrogativa das urnas

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Por Saul Leblon, na Carta Maior*

O Brasil adormeceu nesta quarta-feira, 17 de maio de 2017, sem saber as respostas para muitas das perguntas essenciais cobradas pelo passo seguinte de sua história.

Mas a principal delas para ir direto ao ponto --dispensando-se o retrospecto da implosão da frente golpista, com as gravações de pedidos de propinas feitas aos donos do JBS por Aécio Neves e Michel Temer— é saber se a mobilização popular será capaz de pr...eencher o vazio vertiginoso que se abriu agora não apenas na cúpula política, mas na estrutura do poder na sociedade.

As instituições que dão coesão a uma sociedade fundada em conflitos de interesses agudos, como é o caso da brasileira, cujos abismos de desigualdade são sabidos, estão no chão.
Não há legitimidade no parlamento.

O judiciário tornou-se a armadura desfrutável do assalto das elites contra as urnas, na farsa de um impeachment – confirma-se agora-- arquitetado com uma escória a soldo.

A mídia foi a voz da exortação e da institucionalização desse esbulho.

Como será o amanhã de uma nação na qual o amálgama político foi destruído em nome do combate à corrupção. E sob esse biombo faiscante operou-se a virulenta destituição de direitos arduamente conquistados em um século de lutas democráticas?

O conservadorismo está na defensiva.

A plutocracia perdeu seu manto moral.

Desnudou-se como uma reles devoradora de libras de carne humana barata.

Moro e seus promotores terão que se explicar: por que nunca –nunca- abriram o foco para a tempestade que ora desabou, sobre as suas cabeças inclusive?

O contato mais próximo do califado de Curitiba com o assunto ‘Aécio Neves’ está documentado na série de fotogramas de sorridente cumplicidade entre o presidente nacional do PSDB e o juiz Sergio Moro.

Da mídia é suficiente dizer que sem ela o golpe teria sido impossível, assim como inviável a preservação da capatazia que ora sucumbe às gravações.

Reordenar a sociedade a partir de agora, portanto, é uma tarefa que só a rua poderá exercer integralmente, devolvendo-lhe a prerrogativa das urnas.

As sirenes da história anunciam confrontos intensos no front.
Não existe uma fórmula macroeconômica autossuficiente –seja a do golpismo, ou uma de ‘esquerda’ -- para tirar o Brasil do plano inclinado em que se encontra.

O que existe é uma derrocada vergonhosa do conservadorismo que amplia o espaço para o debate das reformas verdadeiramente indispensáveis à destinação social do desenvolvimento. A saber:

-uma reforma política para capacitar a democracia a se impor ao mercado;

-uma reforma tributária para buscar a fatia da riqueza sonegada à expansão da infraestrutura e dos serviços;

-uma reforma do sistema de comunicação para permitir o debate plural dos desafios brasileiros –que, insista-se não se resolvem sem ampla e permanente renegociação.

O Brasil será aquilo que a rua conseguir que ele seja. E o momento nunca foi tão propício para escrever isso no asfalto e nas praças de todo o país.

A legitimidade das ruas precisa ser exercida.

Urgentemente.

Só as lideranças populares tem condições hoje de falar à população em um palanque.

O conservadorismo usará o palanque privado da Globo para barrar o escrutínio da sua crise nas urnas.

A ocupação das ruas definirá quem é a liderança popular hoje no Brasil capaz de devolver credibilidade à política e seriedade à repactuação do desenvolvimento, arrebatando assim o apoio indispensável de setores da classe média democrática para levar a nação às urnas e retomar o fio de uma construção interrompida  --mais uma vez-- pela violência política conservadora.

* http://www.cartamaior.com.br

18 maio 2017

Envelheço na Cidade




* IRA & Paralamas - 'Envelheço na Cidade'

Gravação de Joesley Batista arromba Justiça e MP


temjoes

Por Fernando Brito, no Tijolaço*
Divulgado precariamente pela Globonews,  – por isso não faço ainda a transcrição – o áudio da gravação da conversa de cúmplices entre Joesley Batista e Michel Temer tem coisas mais graves do que a mesada para Eduardo Cunha.
Joesley Batista diz, claramente, que “deu conta de  um juiz” e conseguiu “um procurador dentro da força tarefa, que tá, também tá me dando informação”.
Diante de um Temer condescendente.
Não escapa ninguém: Executivo, Judiciário e Ministério Público.
E Temer, que é apresentado a crimes e quando não silencia, , incentiva: “tem de continuar com isso”.
Isso, somado a indicação do deputado Rocha Loures para “resolver os problemas” da JBS, logo em seguida, o indigitado cidadão ser filmado carregando malas de dinheiro é, no dito popular, “batom na cueca”.
É um caso, como chama a atenção hoje o Marcelo Auler, em seu blog, em tudo semelhante ao de Delcídio do Amaral, que foi preso em flagrante.
Reproduzo a transcrição – entrecortada – divulgada pela Folha:
BATISTA: Eu vou falar assim… Dentro do possível eu fiz o máximo que deu ali, zerei tudo, o que tinha de uma pendência daqui pra ali, zerou, tal, tal. E ele [Cunha] foi firme em cima, ele já tava lá [na cadeia], veio, cobrou, tá, tá, tal, eu acelerei o passo e tirei da frente. O outro menino, o companheiro dele que tá aqui, né… O Geddel sempre tava…
TEMER: [inaudível]

BATISTA: Isso, isso. O Geddel é que andava sempre ali, também, com esse negócio, eu perdi o contato, ele virou investigado e agora eu não posso também encontrar ele.
TEMER: É, cuidado, tá complicado. [Inaudível] não parecer obstrução à Justiça. [inaudível]

BATISTA: Isso. Isso. Esse negócio dos vazamentos, o telefone lá do [inaudível] com Geddel, volta e meia citava uma coisa meio tangenciando a nós, a não sei o quê. Eu tô lá me defendendo. Como é que eu… O que que eu mais ou menos dei conta de fazer até agora. Eu tô de bem com o Eduardo, ok?
TEMER: Tem que manter isso, viu? [inaudível]

BATISTA: [falando mais baixo] Todo mês…
TEMER: [inaudível]

BATISTA: Também. Eu tô segurando as pontas, tô indo. Meus processos, eu tô meio enrolado aqui, né [Brasília]. No processo, assim…
TEMER: [inaudível]

BATISTA: Isso, isso, é, é investigado. Não tenho ainda a denúncia [contra ele]. Aqui eu dei conta de um lado, o juiz, dar uma segurada, do outro lado, o juiz substituto, que é um cara que fica…. [inaudível] Tô segurando os dois. Consegui um procurador dentro da força tarefa, que tá, também tá me dando informação. E lá que eu tô para dar conta de trocar o procurador que tá atrás de mim. Ô, se eu der conta, tem o lado bom e o lado ruim. O lado bom é que dá uma esfriada até o outro chegar e tal. O lado ruim é que se vem um cara com raiva, com não sei o quê…
TEMER: [inaudível] ajudando.

BATISTA: Tá me ajudando tá bom, beleza. Agora, o principal… O que tá me investigando. Eu consegui colar um [procurador] no grupo. Agora eu tô tentando trocar…
TEMER: O que tá… [inaudível].

BATISTA: Isso! Tamo nessa aí. Então tá meio assim, ele saiu de férias, até essa semana eu fiquei preocupado porque até saiu um burburinho de que iam trocar ele, não sei o quê, fico com medo. Eu tô só contando essa história para dizer que estou me defendendo aí, to me segurando. Os dois lá estão mantendo, tudo bem.
Ouça a gravação, a partir de 5 minutos:

*Via http://www.tijolaco.com.br

Como agia Andrea Neves, presa pela Polícia Federal; afastado, irmão dela, presidente do PSDB, terá prisão decidida pelo STF




Da Redação*
Andrea Neves, a irmã do presidente do PSDB, Aécio Neves, está presa. Durante décadas, ela comandou com mão de ferro a carreira política do irmão em Minas Gerais.
Demitiu jornalistas, arrecadou dinheiro e atuou nos bastidores para desimpedir o caminho do irmão.
Fez ameaças verbais ao jornalista Marco Aurélio Carone, se ele publicasse denúncia de contas no exterior da família Neves.
Viomundo acompanhou de forma privilegiada esta trajetória, especialmente nas entrevistas com o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG).
Seguem-se alguns links de nossas reportagens e as primeiras notícias do dia sobre a prisão de Andrea.
Abaixo, nossa visita ao aeroporto de Montezuma, próximo às terras que Aécio e Andrea herdaram dos pais:
Da Folha:
O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu afastar cargo o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB e que aparece, segundo reportagem, em gravação pedindo R$ 2 milhões a donos do frigorífico JBS, que negociam delação premiada.
A divulgação do caso lançou o governo em sua maior crise, paralisou a discussão sobre as reformas e gerou questionamentos sobre a capacidade de sobrevivência do Executivo.
No Congresso e em manifestações de rua, houve pedidos de saída do peemedebista e realização de eleições diretas.
O Planalto confirmou o encontro com Joesley, mas negou as afirmações do empresário. Nota divulgada nesta quarta (17) diz que Temer “jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio” de Cunha e que não participou nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça
O presidente nacional da OAB, Cláudio Lamachia, disse que vai pedir nesta quinta-feira (18) ao STF o fim do sigilo sobre as gravações de Joesley Batista.
Segundo Lamachia, “se as gravações forem confirmadas, o presidente Michel Temer perde as condições que seguir à frente do Palácio do Planalto”
Rede pedirá cassação de Aécio
O partido Rede vai apresentar ao Conselho de Ética do Senado um pedido de cassação do mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG). A previsão é de que isso ocorra por volta das 12h desta quinta-feira (18).
Casa de Zezé Perrela é alvo de buscas
Dois carros da Polícia Federal e um do Ministério Público Federal saíram há pouco da casa do senador Zezé Perrela (PMDB-MG), no bairro Belvedere, em Belo Horizonte, com policiais portando duas sacolas.
O conteúdo do material apreendido não foi revelado pelos policiais e será levado para a PF. Uma porta foi arrombada no local.
PF faz buscas em gabinete de Rocha Loures
A Polícia Federal chegou ao gabinete do deputado Rocha Loures (PMDB-PR), no oitavo andar do anexo 4 da Câmara, às 6h. As buscas já duram três horas e meia. O andar está isolado e apenas funcionários dos gabinetes vizinhos podem entrar. Policiais legislativos foram deslocados de outros setores para isolar o local.
Primo de Aécio também é preso
Além de Andrea Neves, irmã de Aécio, foram presos outros investigados na manhã desta quinta-feira (18): o primo do senador, Frederico Pacheco de Medeiros, que segundo as investigações recebeu o dinheiro que o empresário Joesley Batista direcionou ao senador, uma irmã de Lúcio Bolonha Funaro, chamada Roberta, além de um assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG). Funaro é apontado como operador de Eduardo Cunha.
Na decisão de Fachin relativa ao afastamento de Aécio, o ministro determinou ainda que ele não mantenha contato com outros investigados e o proibiu de deixar o país.
Presa, Andrea Neves chega à PF em BH
Com a cabeça abaixada e no banco de trás de uma camionete, a irmã do senador Aécio Neves, Andrea Neves, chegou às 9h na sede da Polícia Federal em Belo Horizonte, no bairro Gutierrez.
Ela chegou ao local acompanhada por dois agentes da PF, depois de ter sido presa em sua casa, no condomínio Retiro das Pedras, na região metropolitana da capital mineira.
Depois de Andrea chegar ao prédio da PF, o advogado Marcelo Leonardo, que fará a defesa da irmã do senador, entrou no local com seu filho, também advogado.
Irmã de Aécio é presa
A Polícia Federal prendeu Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves, em Belo Horizonte.
Há mandados judiciais também relativos ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje preso em Curitiba, e a Lúcio Bolonha Funaro, apontado como seu operador. Todos já foram cumpridos.
A operação desta quinta-feira foi batizada de Patmos, em referência à ilha grega onde, segundo a Bíblia, são João recebeu as revelações sobre o Apocalipse.
STF vai decidir sobre prisão de Aécio
A PGR (Procuradoria-Geral da República, pediu a prisão de Aécio Neves (PSDB-MG), mas o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, encaminhou o caso para deliberação do plenário do STF, e decidiu apenas pelo afastamento de Aécio do cargo.
Também foi afastado, a pedido da Procuradoria-Geral da República, o deputado Rocha Loures (PMDB-PR), um dos assessores mais próximos do presidente Michel Temer e que teria sido filmado recebendo uma mala de R$ 500 mil.
Residências de Aécio em Brasília, Rio e Belo Horizonte estão sendo alvo de busca e apreensão na manhã desta quinta (18). Também são alvos da operação o senador Zezé Perrella (PMDB-MG), o deputado Rocha Loures (PMDB-PR) e Altair Alves, conhecido por ser braço direito do deputado Eduardo Cunha.
Leia também:
*Fonte: Viomundo

17 maio 2017

Dono da JBS gravou Temer dando aval para comprar silêncio de Cunha; Aécio pediu R$ 2 mi


Dono da JBS grava Temer dando aval para compra de silêncio de Cunha
Joesley Batista e o seu irmão Wesley confirmaram a Fachin o que falaram a PGR
RIO — Na tarde de quarta-feira passada, Joesley Batista e o seu irmão Wesley entraram apressados no STF e seguiram direto para o gabinete do ministro Edson Fachin.
Os donos da JBS, a maior produtora de proteína animal do planeta, estavam acompanhados de mais cinco pessoas, todas da empresa. Foram lá para o ato final de uma bomba atômica que explodirá sobre o país — a delação premiada que fizeram, com poder de destruição igual ou maior que a da Odebrecht.
Diante de Fachin, a quem cabe homologar a delação, os sete presentes ao encontro confirmaram: tudo o que contaram à Procuradoria-Geral da República em abril foi por livre e espontânea vontade, sem coação.
É uma delação como jamais foi feita na Lava-Jato: Nela, o presidente Michel Temer foi gravado em um diálogo embaraçoso. Diante de Joesley, Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS).
Posteriormente, Rocha Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. Temer também ouviu do empresário que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: “Tem que manter isso, viu?”.
Aécio Neves foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, numa cena devidamente filmada pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho dos reais. Descobriu que eles foram depositados numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG).
Joesley relatou também que Guido Mantega era o seu contato com o PT. Era com o ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma Rousseff que o dinheiro de propina era negociado para ser distribuído aos petistas e aliados. Mantega também operava os interesses da JBS no BNDES.
Joesley revelou também que pagou R$ 5 milhões para Eduardo Cunha após sua prisão, valor referente a um saldo de propina que o peemedebista tinha com ele. Disse ainda que devia R$ 20 milhões pela tramitação de lei sobre a desoneração tributária do setor de frango.
Pela primeira vez na Lava-Jato foram feitas “ações controladas”, num total de sete. Ou seja, um meio de obtenção de prova em flagrante, mas em que a ação da polícia é adiada para o momento mais oportuno para a investigação.
Significa que os diálogos e as entregas de malas (ou mochilas) com dinheiro foram filmadas pela PF. As cédulas tinham seus números de série informados aos procuradores.
Como se fosse pouco, as malas ou mochilas estavam com chips para que se pudesse rastrear o caminho dos reais. Nessas ações controladas foram distribuídos cerca de R$ 3 milhões em propinas carimbadas durante todo o mês de abril.
Se a delação da Odebrecht foi negociada durante dez meses e a da OAS se arrasta por mais de um ano, a da JBS foi feita em tempo recorde. No final de março, se iniciaram as conversas. Os depoimentos começaram em abril e na primeira semana de maio já haviam terminado. As tratativas foram feitas pelo diretor jurídico da JBS, Francisco Assis e Silva. Num caso único, aliás, Assis e Silva acabou virando também delator. Nunca antes na história das colaborações um negociador virara delator.
A velocidade supersônica para que a PGR tenha topado a delação tem uma explicação cristalina. O que a turma da JBS (Joesley sobretudo) tinha nas mãos era algo nunca visto pelos procuradores: conversas comprometedoras gravadas pelo próprio Joesley com Temer e Aécio — além de todo um histórico de propinas distribuídas a políticos nos últimos dez anos.
Em duas oportunidades em março, o dono da JBS conversou com o presidente e com o senador tucano levando um gravador escondido — arma que já se revelara certeira sob o bolso do paletó de Sérgio Machado, delator que inaugurou a leva de áudios comprometedores.
Ressalte-se que essas conversas, delicadas em qualquer época, ocorreram no período mais agudo da Lava-Jato. Nem que fosse por medo, é de se perguntar: como alguém ainda tinha coragem de tratar desses assuntos de forma tão descarada?
Para que as conversas não vazassem, a PGR adotou um procedimento incomum. Joesley, por exemplo, entrava na garagem da sede da procuradoria dirigindo o próprio carro e subia para a sala de depoimentos sem ser identificado. Assim como os outros delatores.
Ao mesmo tempo em que delatava no Brasil, a JBS mandatou o escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe para tentar um acordo de leniência com o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ). Fechá-lo é fundamental para o futuro do grupo dos irmãos Batista. A JBS tem 56 fábricas nos EUA, onde lidera o mercado de suínos, frangos e o de bovinos. Precisa também fazer um IPO (abertura de capital) da JBS Foods na Bolsa de Nova York.
Pelo que foi homologado por Fachin, os sete delatores não serão presos e nem usarão tornozeleiras eletrônicas. Será paga uma multa de R$ 225 milhões para livrá-los das operações Greenfield e Lava-Jato que investigam a JBS há dois anos. Essa conta pode aumentar quando (e se) a leniência com o DoJ for assinada.
*Via Viomundo

"Cabe denunciar VEJA como ente político, como personagem nocivo do momento que o país atravessa -- pelas mesmas razões pelas quais cabe denunciar os pronunciamentos de Jair Bolsonaro, Marcos Feliciano e outros perigos-públicos para a democracia e o debate político"





Veja de Marisa é pior do que na ditadura

Por Paulo Moreira Leite*
Comecei a trabalhar na VEJA como repórter, para uma estadia em duas fases distintas que somaram 17 anos. Fui editor executivo, correspondente internacional em Paris, redator-chefe. Fora da revista desde outubro de 1999,  apoio integralmente o ato de repúdio marcado para hoje, em frente a editora Abril, dona da VEJA.

A razão é simples. Não se trata de um protesto contra o jornalismo mas a denúncia de uma política perversa, que se vale do jornalismo para comprometer os valores da democracia.
Através da capa "A Morte Dupla", onde acusa Lula de se esconder atrás da ex-mulher falecida em fevereiro para fugir de acusações furadas sobre o triplex do Guarujá, mais uma vez a revista alterou sua  atividade principal. Abandonou as prerrogativas do jornalismo para assumir o papel de instrumento da propaganda política, de quem não tem compromissos com os princípios da profissão nem zela pela credibilidade de suas informações. A capa é parte de uma falsificação destinada a atingir a credibilidade de Lula. 
Como toda pessoa que acompanha o caso já teve oportunidade de tomar conhecimento, fosse em conversas com amigos da família, fosse com jornalistas interessados em saber o que tinha para dizer, Marisa jamais escondeu uma realidade básica: toda iniciativa para comprar a cota do imóvel foi sua, e não do marido. Pessoas ligadas a família já me confirmaram isso.  
Cabe denunciar VEJA como ente político, como personagem nocivo do momento que o país atravessa -- pelas mesmas razões pelas quais cabe denunciar os pronunciamentos de Jair Bolsonaro, Marcos Feliciano e outros perigos-públicos para a democracia e o debate político.
É bom recordar que não foi a primeira vez que a VEJA age dessa maneira em relação a uma liderança dos trabalhadores nem em relação a Lula. Os exemplos recentes são conhecidos e levam ao "Eles sabiam" da reta final campanha de 2014, ultima esperança do PSDB para virar um pleito apertado até o último voto. Para ficar num caso antigo e exemplar. 
Em março de 1981 quando um tribunal militar condenou os líderes do Sindicato dos Metalúrgicas de São Bernardo a três anos e meio de prisão por terem conduzido uma greve considerada ilegal pela Justiça do Trabalho, a revista aproveitou a ocasião para publicar em sua Carta ao Leitor uma crítica bem ao gosto da ditadura. Em linguagem policialesca, fez críticas à  "costumeira balbúrdia de grupelhos extremistas, clérigos de esquerda, políticos oportunistas e teóricos diversos tentando influir e mandar no movimento sindical".
A principal notícia do julgamento de 1981 é que, havia ocorrido uma intervenção ilegal dos comandantes militares sobre a Auditoria, para forçar uma pena mais dura contra Lula.
O  juiz titular, que nos dias anteriores comentara com colegas que achava que os sindicalistas até mereciam ser punidos, mas por uma pena mais branda, com base na Lei de Greve, acabou tirando férias providenciais. Em função disso, o caso ficou com o substituto, favorável a aplicação das regras mais severas da Lei de Segurança Nacional. A  informação sobre a troca de juizes saiu na VEJA, ainda que bem escondida, no 15o. parágrafo.
Já se fora o tempo da censura prévia, é bom recordar. Como notícia, no  puro jornalismo, deveria ter sido a manchete. Era um escândalo e não uma fofoca de bastidor. Mas a revista se rendera a uma ditadura que, após medidas de flexibilização da situação política, como a Anistia, ensaiava um caminho para recompor forças e frear os esforços de democratização.
Na mesma edição, saiu um segundo texto, carregado de metáforas, onde era possível entender a questão de fundo. Ali a revista advertia seus leitores e, em, particular, a oposição. Referindo-se a pressões por maiores liberdades e direitos como se fosse uma espécie de confronto,  VEJA escreveu que "para cada ataque, estudantil, político, sindical, ou seja lá o que for, haverá uma resposta rápida e, para falar claro, sempre mais violenta." Conforme a bola de cristal da revista, já aderindo a nova ordem, "as leis que valem são" as da força. E será assim "por muitos anos". 
Em maio de 2017, VEJA também fez o possível para agradar aos poderes de exceção que emanam da Lava Jato. "A morte dupla" nada mais é do que uma reverência à senha midiática lançada pelo procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos mais destacados da força-tarefa.
Numa iniciativa compreensível para tentar desqualificar o competente depoimento de Lula a Sérgio Moro, depois do julgamento o procurador lançou uma crítica em tom de lamento, uma típica lágrima de crocodilo. Referindo-se às "afirmações em relação à Dona Marisa, a responsabilizando por tudo, "Carlos Fernando dos Santos Lima disse: " é um tanto triste de se ver feitas nesse momento até porque, como o ex-presidente disse, ela não está aí para se defender". Ele ainda teve o cuidado de incluir a  expressão "infelizmente" numa frase que pretendia ser sentimental, mas era acima de tudo injusta e cruel.
Com "A morte dupla", VEJA consolida uma nova regressão notável para sua história -- e prejudicial ao país. Escondida num parágrafo acessível apenas aos leitores mais atentos com paciência para vencer pelo menos 15 parágrafos, sob a ditadura de 1981 a revista trouxe uma informação que interessava ao Brasil e aos brasileiros, ao mostrar  a intervenção do comando militar num julgamento de extrema relevância naquele momento. A revista apoiava a repressão absurda a Lula e aos líderes operários -- mas deixava perceber que havia uma farsa em tudo aquilo, uma combinação de acertos entre generais arrogantes e magistrados submissos.
Em 2017, em torno do mesmo personagem de 36 anos atrás, faz pura propaganda para desmoralizar uma liderança que é alvo de uma perseguição que pode marcar a fronteira entre democracia e ditadura. 
*Jornalista - Fonte Brasil247

16 maio 2017

Celso Amorim, sobre a interdição do Instituto Lula: temos todas as razões para ficarmos alarmados


Imagens: José Eduardo Pachá
 Embaixador, ex-chanceler e ex-ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim faz uma grave advertência: quando atos autoritários como a proibição de funcionamento do Instituto Lula são recebidos como algo normal e corriqueiro, é sinal de que caminhamos a passos largos para o fim da democracia.
Por Celso Amorim* 
A decisão de um juiz de Brasília de suspender as atividades do Instituto Lula, talvez de todas as coisas que aconteceram recentemente e aconteceram muitas é uma das que mais me assustou. E aliás umas das características de quando você tem uma marcha para um sistema cada vez mais autoritário ou mesmo totalitário, é que tudo começa a parecer normal. 
Se nós olharmos o que aconteceu em outras situações ditatoriais, se olharmos o que aconteceu na Alemanha nazista, aquelas pequenas ações que eram tomadas, muitas delas eram até dentro da lei. Dentro da lei que havia no momento ou da interpretação que se dava à lei. 
Agora você interromper o funcionamento de um Instituto cujo o objetivo é o debate de ideias e por isso é, indiscutivelmente, cultural, eu já participei de muitas atividades no Instituto, discuti África, discuti América Latina. Discuti também os rumos da realidade brasileira, até da estrutura partidária brasileira, porque isso interessa a todos. Deve interessa também a outros Institutos, Fernando Henrique Cardoso, nos Estados Unidos isso interessa o Instituto Carter. 
E é normal que os ex-presidentes tenham essas instituições ou fundações e que elas sejam utilizadas para o debate de ideias. Então quando você suspeita de um funcionamento de um Instituto cujo o objetivo indiscutível é esse, você está começando a fechar as portas da liberdade de expressão, da liberdade de associação, da liberdade de reunião entre as pessoas. 
Eu acabo de vir de um Seminário em Cabo Verde, um pequeno país africano, e lá se discutia a democracia e a liberdade de expressão. Como aumentar, a liberdade de imprensa, mas a liberdade de imprensa dentro do contexto mais amplo da liberdade de expressão. 
É triste, chocante que no Brasil a gente veja uma ação dessas, que obviamente visa a limitar a capacidade de discutir ideias, de encontrar soluções pros problemas. Porque se a questão fosse outra o Lula é hoje o homem mais vigiado do Brasil, não é preciso fechar o Instituto para vigia-lo. Ele já está sendo super vigiado, de todas as maneiras possíveis e imagináveis. 
Então, de fato, é algo, sem entrar nos detalhes jurídicos para os quais eu não tenho competência, é indiscutivelmente chocante ver o Instituto Lula, como seria chocante ver o Instituto Fernando Henrique Cardoso, ou como seria chocante ver qualquer outro Instituto que se dedica ao debate e a discussão de ideias políticas ser fechado por uma ordem judicial. 
Quando isso começa a parecer normal, porque a reação foi relativamente pequena nos meios de comunicação, quando isso começa parecer normal é que nós estamos entrando em algo muito sério, muito grave e temos todas as razões para ficarmos alarmados.
*Via Nocaute http://www.nocaute.blog.br

14 maio 2017

Janio: Procuradores e mídia que acusam Lula se “esquecem” que Marisa comprou e pagou as cotas do futuro imóvel



Lula não se valeu da morte de Marisa para lhe fazer imputações
Os procuradores que acusam Lula na Lava Jato não ficaram satisfeitos com o resultado do interrogatório feito pelo juiz Sergio Moro. E o que vem agora não lhes promete melhor apoio à acusação: a defesa pede uma perícia financeira para constatar a que patrimônios o apartamento de Guarujá já pertenceu e pertence.
A frustração dos procuradores sobressai da nota que emitiram sobre o interrogatório. As “diversas contradições” de Lula encontradas pela acusação têm três referências. Uma é a “imputação de atos à sua falecida esposa”; outra é “sua relação com pessoas condenadas pela corrupção na Petrobras”; por fim, é “a ausência de explicação [por Lula] sobre documentos encontrados em sua residência”.
Nenhuma das três alegações expõe contradição. Além disso, e a começar da última, documentos apócrifos não servem nem para comprovar que estavam onde a acusação diz tê-los encontrado. A segunda alegação precisou ser ainda mais vaga: “relação com pessoas condenadas”.
Que relação? Muita gente tem “relação” com corruptos da Petrobras, sem que isso as implique em ilegalidades. Os autores da nota não se sentiram com elementos para indicar o tipo de relação, o que mais expõe fragilidade do que segurança.
Por uma experiência pessoal, vou na contramão da ideia, difundida pela imprensa/TV e adotada como “contradição” na Lava Jato, de que Lula necessariamente valeu-se da morte de Marisa Letícia para lhe fazer imputações.
Pouco depois da disputa eleitoral de Lula e Collor, André Singer me convidou para escrever a apresentação do seu livro-álbum “Sem Medo de Ser Feliz – Cenas de Campanha”. Dei ao pequeno texto o título “A estrela de Lurian”, filha da primeira companheira de Lula e atingida pelas acusações pagas de sua mãe a seu pai. Levado à casa de Lula um dos primeiros exemplares, Marisa quis vê-lo. A menção a Lurian enfureceu Marisa, que ali mesmo proibiu a distribuição do livro. Não precisei estar lá para saber que Lula, diante da nova cena, manteve absoluta passividade.
Voluntariosa, autoritária, a partir dali Marisa me fez atentar para muitas confirmações da sua tendência, necessidade talvez, de afirmação.
Seriam bem coerentes com esse temperamento tanto a iniciativa de negociações por um apartamento, como a posterior insistência contra a recusa de Lula. Nenhum dos ingredientes domésticos desse enredo nos é alheio, por vê-los ou vivê-los.
A perícia pedida pela defesa de Lula já existe. Feita, no essencial, pela Lava Jato. A Polícia Federal não foi mandada à casa e ao instituto de Lula senão para buscar documentos não encontrados na papelada da OAS, para confirmar o presente de um apartamento em retribuição a contratos na Petrobras.
Com Marisa ainda saudável, os mesmos que apontam a exploração de sua morte publicaram, como vazamentos e entrevistas, esta informação agora relegada: a compra e pagamento por Marisa, em uma cooperativa de bancários, de cotas de um futuro imóvel. Negócio não concluído, pretendendo Marisa a devolução dos dois mil e tal que pagou.
Se a Lava Jato silencia sobre suas verificações, é porque não a favorecem. O que torna provável a recusa, por Sergio Moro, da perícia pedida. Nela está, no entanto, a possibilidade de esclarecer, em definitivo, se houve, compra, presente ou nada disso.
*Via Viomundo

"Avisei, os canalhas cumpririam as promessas sob aplausos dos cínicos" (Senador Roberto Requião)



Há ​um ​ano, apostrofei as senhoras e os senhores senadores que participaram do golpe parlamentar-empresarial-mediático que destituiu a presidente Dilma Rousseff.

Repeti a interpelação de Tancredo Neves a Moura Andrade, o esconjuro “Canalha! Canalha! Canalha!” e cobrava:

-Se, mesmo sem culpa, esta Casa condenar a presidente, que cada um esteja consciente do que há de vir. Que ninguém, depois, alegue ignorância ou se diga trapaceado, porque as intenções do vice que quer ser titular são claras, solares”.

As promessas
E, em seguida, naquele dia 12 de maio, há um ano atrás, eu enumerava o que estava por vir.

Dizia que ele cumpriria as seguintes promessas que ele havia feito em seu programa, chamado, “A ponte para o futuro”:

1) o reajuste das aposentadorias e pensões seria desvinculado do aumento do salário mínimo. E que o salário mínimo não teria mais reajustes reais;

2) que a Previdência Social, o maior instrumento de distribuição de renda do país, seria destruída por reformas facinorosas;

3) que a CLT seria fulminada, com a revisão de direitos e garantias sociais dos trabalhadores;

4) que a pedra de toque, a cereja do bolo da reforma trabalhista seria a prevalência do negociado sobre o legislado;

5) que as despesas correntes e os investimentos da União, com a exceção das despesas financeiras com o serviço dívida pública, seriam congelados;

6) que seriam retomadas as privatizações e as concessões, selvagemente, como a entrega do pré-sal, do espaço aéreo, de nossas terras, de nossos minérios e assim por diante;

7) que tudo isso aconteceria rapidamente, com a celeridade e a urgência de um gatuno pressionado pelo alarme que chama a polícia.

Desgraçadamente, malditamente, tudo aquilo que enumerava, até com certo exagero, diga-se, transmuda-se em realidade.

Neste plenário, naquele dia e dias seguintes, alguns senadores tentaram desclassificar as minhas previsões, dizendo-as precipitadas ou catastróficas.

Os iludidos
Alguns peemedebistas e senadores do PDT, do PSB, do PP e mesmo do PR, que em um primeiro momento tendiam a ser contra o impeachment de Dilma, diziam-me não poder acreditar que o Governo Temer liderasse o recuo na legislação trabalhista, na Seguridade Social, nos programas sociais e nas áreas da saúde e da educação. Que eu estava exagerando. 

Que o afastamento da presidente faria com que o Brasil retomasse o crescimento econômico e estancasse o desemprego, e outras mentiras semelhantes...

Na verdade, eu também errei. (...)

CLIQUE AQUI para ler na íntegra o discurso do Senador Requião, do PMDB/PR (via Conversa Afiada)